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06/10/2009 - 13:36

Quero ficar solteira, mas não consigo terminar o meu namoro

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“Olá Caio, tudo bem? Olha só, meu nome é Juliana e tenho 18 anos. Namoro há três. O problema surgiu há pouco, quando comecei a perceber que era nova demais para ficar ‘amarrada’, se é que você me entende. Comecei a ficar com preguiça de sair com meu namorado, não queria mais falar com ele, os assuntos dele já não me importavam mais e eu comecei a me deslumbrar com a vida. A vida de amigas, a vida de baladas, a vida de troca de mensagens na internet. Não sei o que fazer, porque gosto muito do meu namorado, mas acho que a nossa relação esfriou e hoje quero procurar gente nova, conversar com outros meninos, me sentir querida, sabe? O problema é: não consigo terminar com ele. Já tentei de tudo. Cavei brigas, inventei situações, fiquei um tempo sem vê-lo. Não consigo. Fizemos muitos planos juntos e nossas vidas estão ligadas, de certa forma. O que eu faço? Será que eu estou errada, será que essa vontade vai passar? Me ajuda?”.

Olha, Juliana, a situação é complicada. Fato: você começou a namorar muito cedo e prolongou esse namoro por um bom tempo. Ou seja, perdeu quase que a sua adolescência inteira vivendo a vida à dois, coisa que só deve acontecer depois de um tempinho, quando você já tem mais idade. Mas não se preocupe, ainda há tempo. Antes de tudo, a questão é: somos todos diferentes. Tem gente que gosta de ficar solteiro e aproveitar a vida, saindo, beijando várias pessoas, se divertindo dessa forma. Para outros, a diversão é a calmaria da vida com uma só companhia (calmaria no sentido de estabilidade). Muitas vezes, quando ainda adolescentes, nos sentimos inseguros e incapazes, por isso acabamos nos prendendo à alguém que gostamos e começamos um namoro. É uma forma de conseguirmos conforto, colo e, consequentemente, segurança.

Mas os anos passam e, com eles, vem a maturidade. É nessa fase que você começa a perceber que se manteve presa demais e, pelas transformações constantes que a sociedade vive, você acaba refletindo sobre o seu estilo de vida, sobre as suas ações e suas vontades. É natural que quando você começa a se sentir ‘velha’, você avalie a sua vida e o resultado dê negativo e surpreendente: parece que você não viveu. Se levar em conta as atitudes de suas amigas, vai parecer que a sua vida travou há anos e que você não curtiu nada. De certa forma, está certo. Mas antes, vale lembrar do que eu disse lá em cima: cada um vive a vida do jeito que gosta.

Contando toda a história que você e o seu namorado têm, eu acho que seria uma bela de uma sacanagem traí-lo nesse estágio. Se você tem vontade de sair e curtir a vida, ficar com outras pessoas, se divertir dessa forma, meu conselho é: termine. Não há solução para isso. A vontade vai falar mais forte do que você e, em pouco tempo, você vai acabar fazendo alguma besteira que vai se arrepender mais ainda depois. Como você disse, Juliana, você gosta desse garoto, então não quer vê-lo sofrer, não é? O término é duro, mas é mais compreensível do que uma traição.

Outra coisa: tente esperar um tempo. Você, com essa idade, ainda está passando por algumas mudanças, alguns conflitos. Não tome nenhuma decisão sem ter certeza, não ‘esfrie’ o seu namoro e nem o jogue fora. Talvez seja uma fase, um tempo difícil que passará. Amanhã você pode acordar com a maior saudade e vontade do seu namorado. Se a tempestade permanecer, aí sim converse e coloque um ponto final na história.

Não digo, com isso, que é proibido namorar na adolescência. Pelo contrário, os nossos namoros ajudam a formar e estabelecer a nossa personalidade, as nossas ideias e vontades. De vez em quando, no entanto, é bom aproveitar o nosso tempo jovem para curtir um pouco a vida, sem criar laços e preocupações. Caso você não faça isso enquanto jovem, no futuro, vai sentir que perdeu um pedaço da vida e vai querer retomar estas situações. Aí é onde encontramos aqueles adultos que nunca crescem…

Sua situação é complicada, Juliana, e muita gente já passou por isso (e passa). Eu passei e não soube resolver, deixei o tempo passar, até perceber que, de fato, sou uma pessoa de namorar, de ficar em casa, de curtir a vida de outro jeito. São formas variadas de atitude, de gostos e de vontades.

Vamos ajudar a Juliana? O que você faria na situação dela? Você já passou por algo parecido? Comente aí!

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